Wednesday, November 24, 2004

Quando o tempo acabar

prolongo-te. Só sabes o que tens de saber. Que vida poderia terminar assim? A saudade, sempre a saudade, que partiu para longe de todos os alcances. O meu quintal está maior agora, apesar de também eu ter crescido. O meu chão é de cimento, é dura a escolha. Sou mulher e os meus dedos tocam o que escrevo com amor. Nenhuma flor me veio ver hoje ao passar. O rio vai dar ao mar. Toda a verdade desta lucidez meio parva faz-me lembrar que nenhum deserto precisa de um amigo que morra. A solidão precisa de companhia?

1 Comments:

Blogger pedro o pirata said...

gosto tanto de ler o teu blog, anima-me e além disso os textos são de cortar a respiração...

November 25, 2004 at 5:42 AM  

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