parece mesmo

Wednesday, November 24, 2004

Quando o tempo acabar

prolongo-te. Só sabes o que tens de saber. Que vida poderia terminar assim? A saudade, sempre a saudade, que partiu para longe de todos os alcances. O meu quintal está maior agora, apesar de também eu ter crescido. O meu chão é de cimento, é dura a escolha. Sou mulher e os meus dedos tocam o que escrevo com amor. Nenhuma flor me veio ver hoje ao passar. O rio vai dar ao mar. Toda a verdade desta lucidez meio parva faz-me lembrar que nenhum deserto precisa de um amigo que morra. A solidão precisa de companhia?

Friday, November 19, 2004

Ponto com nó

Todos os dedos que toquei enterrados em adeuses.
Não posso dizer.
É triste e indizível.